
Assisti, e recomendo, o documentário “Good Hair”, produzido e apresentado pelo comediante Chris Rock. O filme faz uma reflexão sobre o cabelo das negras americanas que alimentam uma indústria bilionária.
A grande denúncia de “Good Hair” é o alisamento que afeta a autoestima de meninas com 4 ou 6 anos de idade. Numa das cenas, a cabeleleira fala que já aplicou o perigoso produto químico numa garotinha de dois anos.
E eu me pergunto, se meninas tão pequenas sofrem este duro golpe na própria autoestima, será que nunca sairemos deste padrão?
Uma das mulheres apelidou de “crack” a dependência que possui desde que colocou o primeiro alisamento. Já outra, chama de “prisão” a ida ao salão de beleza. Engraçado, mas eu sempre enxerguei desta forma.
O alisamento (ou megahair) é uma escravidão que afeta a própria vida. Piscina ou mar com mergulho? Transar puxando o cabelo? Tomar banho junto? Esquece! Nenhuma dessas atividades elas fazem.
“Natural hair is freedom”, disse uma atriz. A grande questão é o quanto estamos dispostos a pagar por esta liberdade, afinal toda mulher de cabelo crespo já ouviu “Você nunca pensou numa progressiva?”.
